Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Mário Quintana
Você, por exemplo, me faz falta.
Humberto (?)
31 de janeiro de 2008
30 de janeiro de 2008
Deixa o olhar do mundo - Olavo Bilac
(...)
Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso.
Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso.
Amavisse - Hilda Hilst
Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro...
(...)
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro...
(...)
25 de janeiro de 2008
24 de janeiro de 2008
O mundo é um moinho - Cartola
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.
Cartola
Como diz um amigo, é uma música de quem tá jogando praga.
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.
Cartola
Como diz um amigo, é uma música de quem tá jogando praga.
19 de janeiro de 2008
Você só... mente - Noel Rosa
Não espero mais você, pois você não aparece
Creio que você se esquece das promessas que me faz
E depois vem dar desculpas, inocentes e banais
É porque você bem sabe
Que em você desculpo
Muitas coisas mais
Creio que você se esquece das promessas que me faz
E depois vem dar desculpas, inocentes e banais
É porque você bem sabe
Que em você desculpo
Muitas coisas mais
Ausência - Vinicius de Moraes
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que
[são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres
[eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua
[voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a
[madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande
[íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala
[amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no
[espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono
[desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das
[estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
[são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres
[eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua
[voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a
[madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande
[íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala
[amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no
[espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono
[desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das
[estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Juca Pirama - Gonçalves Dias
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Gonçalves Dias
Porque minha mãe gosta. :)
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Gonçalves Dias
Porque minha mãe gosta. :)
18 de janeiro de 2008
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