ainda ando pelas mesmas ruas
a cidade cresce e tudo fica cada vez menor
agora eu sei que a vida não é um jogo de palavras cruzadas
onde tudo se encaixa?
o que será que ela quis dizer?
5 letras, começando com a letra A.
Engenheiros do Hawaii
E ela não é né?
Eu só queria que você lembrasse de tudo que eu lembro.
E que me olhasse com os mesmos olhos que hoje te vejo.
10 de dezembro de 2007
9 de dezembro de 2007
Sem orgulho
(...)
Pecai por todos pecai com todos
Pecai com os malandros
Pecai com os sargentos
Pecai com os fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras
Com os gregos e com os troianos
Com o padre e com o sacristão
Com o leproso de Pouso Alto
Depois comigo
Manuel Bandeira
Pecai por todos pecai com todos
Pecai com os malandros
Pecai com os sargentos
Pecai com os fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras
Com os gregos e com os troianos
Com o padre e com o sacristão
Com o leproso de Pouso Alto
Depois comigo
Manuel Bandeira
7 de dezembro de 2007
Deve ser essa chuva...
Puta que pariu, que tristeza! Soma de alguns fatos. Como, último de aula de faculdade. É só o último dia do segundo ano (!), ano que vem vai tar todo mundo lá denovo, mas explica isso pro aperto do meu coração. Como, a reaparição de uma pessoa que eu gosto muito (pessoa que até está na minha lista de 4 pessoas que eu mais gosto o mundo*), mas não posso ficar perto. Como também, essas músicas tristes que insistem em tocar quando a gente tá assim.
Mas o real, o real real motivo, é que, tá doendo, e pra caramba, eu não estar amando. E eu não tô pedindo um reciprocidade. Pode ser platônico, pode ser unilateral, pode ser impossível. Mas essa sensação de socorro-não-estou-sentindo-nada tá foda.
* Minha lista de 4 pessoas que eu mais gosto no mundo, hoje só tem 3.
ps.: Pra falar a verdade, o sol tá saindo. O post me ajudou a refletir e eu tô melhor, bem melhor. Bóra comemorar as férias.
Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer: Não é por mal
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar
Mas o real, o real real motivo, é que, tá doendo, e pra caramba, eu não estar amando. E eu não tô pedindo um reciprocidade. Pode ser platônico, pode ser unilateral, pode ser impossível. Mas essa sensação de socorro-não-estou-sentindo-nada tá foda.
* Minha lista de 4 pessoas que eu mais gosto no mundo, hoje só tem 3.
ps.: Pra falar a verdade, o sol tá saindo. O post me ajudou a refletir e eu tô melhor, bem melhor. Bóra comemorar as férias.
4 de dezembro de 2007
Amores Mal Resolvidos
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40 graus, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de "dor de cotovelo". Alguns trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isto acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam o seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam dez ou vinte anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amar tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas as etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tedio-fim.
Como já foi dito, esse trajeto do amor pede ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos. Mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, todo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste o seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos o sabores que o amor tem, desde o adocicado do inicio até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente.
Por que isto acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam o seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam dez ou vinte anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amar tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas as etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tedio-fim.
Como já foi dito, esse trajeto do amor pede ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos. Mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, todo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste o seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos o sabores que o amor tem, desde o adocicado do inicio até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente.
12 de outubro de 2007
1. Pegar o livro mais próximo.
Os prêmios, Cortazar. É o que eu tô lendo...

4. Repassar para 5 blogs.
Se alguém tiver interesse, sinta-se a vontade.
5. O que está achando do livro.
É complicado, tem personagens demais, me confundo. As primeiras 20 páginas serviram pra me adaptar, foi foda, quase desisti. Agora estou adorando, é misterioso...
Os prêmios, Cortazar. É o que eu tô lendo...
2. Abrir na página 161 e postar a 5ª frase completa.
"Repetia: 'todas, todas', como querendo englobar na diversidade um mero episódio
buenairense, jogar uma gota no mar."
3. Não escolher o melhor livro nem a melhor frase.
Não... Sinceridade em 1º lugar. :D4. Repassar para 5 blogs.
Se alguém tiver interesse, sinta-se a vontade.
5. O que está achando do livro.
É complicado, tem personagens demais, me confundo. As primeiras 20 páginas serviram pra me adaptar, foi foda, quase desisti. Agora estou adorando, é misterioso...
11 de outubro de 2007
Talvez o rádio fosse meu coração.
Eu sonhei que tinha te matado, e ainda influenciada com o realismo de Intermitências da Morte, você não morria. Você consertava um rádio, eu o fiz explodir, e você ficou com as marcas dos estilhaços. Sangrando...
18 de agosto de 2007
/malemolenciaa
Meu prêmio Nóobel: posts favoritos!
Por ter significado especial.
Por ser o mais bonito.
Pela combinação perfeita entre foto e texto e da foto.
Porque o texto é meu.
Porque a foto encaixa com o poema, e o poema com a vida.
Pela beleza.
Eu amo meu fotolog, minhas descrições exageradamente detalhada, meus pedaços de músicas, fotos sem nexo pra ninguém. Realeases do dia... Minha memória arquivada.
Por ter significado especial.
Por ser o mais bonito.
Pela combinação perfeita entre foto e texto e da foto.
Porque o texto é meu.
Porque a foto encaixa com o poema, e o poema com a vida.
Pela beleza.
Eu amo meu fotolog, minhas descrições exageradamente detalhada, meus pedaços de músicas, fotos sem nexo pra ninguém. Realeases do dia... Minha memória arquivada.
Da minha relação com a internet
Obs. prévia: toda vez que houver a palavra tudo, leia-se (quase) tudo.
Com o passar do tempo, conforme conseguia desviciar de Orkut e o MSN, comecei a descobrir tudo que a internet poderia me dar. Criei um fotolog, adicionei amigos e aos poucos, descobri o que existia além dos sites de relacionamento e programas de conversas instâneas. Fotos geniais, pessoas inteligentes, belos poemas de escritores desconhecidos, ótimas sacadas. Descobri que pra todas minhas perguntas, o Google tinha resposta. Que eu não precisava consultar enciclopédias, tampouco dicionários. Quase tudo estava on-line.
Essa tecnologia inventada pelo homem, que não pode mais ser desligada, nos leva a caminhos sem volta. Mantenho as rédeas curtas e faço dela o que quero. Não canso de me impressionar com novas descobertas. Tudo ao alcance das mãos, o amigo do outro lado do mundo, a informação sobre o show, o vídeo do show, as fotos do show, encontrar (no Orkut mesmo) as pessoas que estavam no show, comentar sobre ele.
Talvez não consigo enxergar o quanto essa invenção mexeu com minha vida, ou melhor, até consigo, mas não dimensioná-la. Eu, que tenho o costume de me apaixonar constantemente, confesso ser minha mais nova paixão essa rede virtual de computadores e pessoas, esse compartilhamento de arquivos, emoções e idéias; esse acesso ilimitado à informações e ao mundo.
Com o passar do tempo, conforme conseguia desviciar de Orkut e o MSN, comecei a descobrir tudo que a internet poderia me dar. Criei um fotolog, adicionei amigos e aos poucos, descobri o que existia além dos sites de relacionamento e programas de conversas instâneas. Fotos geniais, pessoas inteligentes, belos poemas de escritores desconhecidos, ótimas sacadas. Descobri que pra todas minhas perguntas, o Google tinha resposta. Que eu não precisava consultar enciclopédias, tampouco dicionários. Quase tudo estava on-line.
Essa tecnologia inventada pelo homem, que não pode mais ser desligada, nos leva a caminhos sem volta. Mantenho as rédeas curtas e faço dela o que quero. Não canso de me impressionar com novas descobertas. Tudo ao alcance das mãos, o amigo do outro lado do mundo, a informação sobre o show, o vídeo do show, as fotos do show, encontrar (no Orkut mesmo) as pessoas que estavam no show, comentar sobre ele.
Talvez não consigo enxergar o quanto essa invenção mexeu com minha vida, ou melhor, até consigo, mas não dimensioná-la. Eu, que tenho o costume de me apaixonar constantemente, confesso ser minha mais nova paixão essa rede virtual de computadores e pessoas, esse compartilhamento de arquivos, emoções e idéias; esse acesso ilimitado à informações e ao mundo.
12 de agosto de 2007
O meu medo maior é o espelho se quebrar...
— "Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o senhor vem, não carece mais... O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!..." E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.
A terceira margem do rio - João Guimarães Rosa.
Feliz dia dos pais, pai!
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